Pressão das ruas e renovação do Senado dão vitória a Alcolumbre e derrotam Renan


Foi uma campanha curta, porém repleta de lances emocionantes.
Logo após a vitória estrondosa de Jair Bolsonaro nas urnas, e com uma ampla renovação no parlamento brasileiro, especialmente no Senado Federal, teve início a disputa pela direção das duas Casas que compoem o Congresso Nacional.
Na Câmara dos Deputados, pela relação estreita que construiu com os parlamentares, pelo livre trânsito em todas as legendas, o deputado Rodrigo Maia (DEM) foi compondo um amplo leque de alianças e apoios. Conquistou, desde logo, a adesão do PSL, partido do presidente Bolsonaro. Com isso, perdeu o apoio do PT. Mas compensou a perda com outros partidos. Dessa forma, elegeu-se no primeiro turno com 334 votos dos 513 deputados.
No Senado, a briga foi bem mais intensa, porque envolvia o veterano Renan Calheiros, figura carimbada em todos os últimos governos, envolvido na Lava Jato em mais de 10 processos, amigo de Lula e aliado do PT.
Durante a campanha, Renan tentou atrair apoio do Governo Bolosonaro, aproximando-se do Ministro Paulo Guedes. Mas seu adversário tinha o endosso do Ministro Onix Lorenzoni. Também das ruas, Renan ganhou a rejeição unânime num movimento que se espalhou através das redes sociais: fora Renan, era o refrão.
Um dia antes da eleição, 50 senadores decidiram que o voto seria aberto. A turma de Renan foi ao STF e o ministro Toffolli, amigão dessas causas, interferiu em outro Poder, apoiando Renan e mandando que a eleição fosse secreta.
Porém, no dia seguinte, durante a votação, os senadores começaram a mostrar e anuncia os votos. Era uma avalanche de votos contra Renan. O velho cacique percebeu que seria dizimado e jogou a toalha: em discurso nervoso e raivoso, fez acusações e renunciou à candidatura.
Ao final da apuração, o senador de primeiro mandato Davi Alcolumbre, do Amapá e do DEM, sagrou-se presidente em primeiro turno, alcançando 42 votos, um a mais do que o necessário. Antes mesmo de terminar a votação, Renan Calheiros deu no pé sem sequer votar.
A derrota acachapante de Renan, revela que o recado das ruas foi entendido e acatado pela maioria renovada do Senado Federal.
Agora, é aguardar a atuação do Congresso, em sintonia com o Executivo, para aprovar as reformas que o País exige.
Mas a receita será a mesma: pressão popular em cima deles.

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