Denunciada dezenas de vezes em todo o País, envolvida em histórias cabeludas de desvios de recursos públicos, mesmo assim, a Cruz Vermelha Brasileira - uma OS (Organização Social), foi recebida de braços e cofres abertos pelo Governo da Paraíba em 2011, no primeiro mandato do governador Ricardo Coutinho.
Contratada para gerir o Hospital de Trauma, que recebia repasse mensal de cerca de R$ 4 milhões no final do governo Maranhão III, a Cruz Vermelha começou 2011 no Ricardo Coutinho I, recebendo logo R$ 8 milhões e 200 mil por mês, mais que o dobro. Atualmente, recebe R$ 12 milhões mensais.
Com atuação idêntica em todo o País, somente na Paraíba, nesses últimos anos, a Cruz Vermelha recebeu mais de R$ 1 bilhão.
Agora, por obra e graça das investigações da Polícia Federal, através da Operação Calvário, a Cruz Vermelha teve diretores presos, mandados de busca e apreensão em vários endereços, para apurar o roubo de R$ 1 bilhão e 700 milhões de verbas públicas em vários estados brasileiros, inclusive na Paraíba.
Aqui, dois ex-secretários de Ricardo Coutinho, Waldson de Sousa e Livânia Farias, que continuam na administração de João Azevedo, receberam a visita dos agentes da PF que cumpriam mandados de busca a apreensão. Também foram presos ex-assessores, envolvidos no esquema criminoso.
De acordo com as informações preliminares, agentes públicos da PB receberam milhões em propinas para facilitar a atuação criminosa da Cruz Vermelha. Houve repasse de dinheiro em caixas de vinho. Em hoteis de luxo no Rio de Janeiro e até viagem em avião particular transportando dinheiro para campanha eleitoral do governador.
O pavio da bomba está aceso.
Os estragos ainda não podem ser avaliados, mas serão desastrosos para muita gente.





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