Bayeux pode ter todos os problemas de uma cidade do seu porte. Mas parece não sofrer de nenhuma escassez de dinheiro. Pelo menos é isso que qualquer cidadão pode comprovar com uma simples consulta ao SAGRES, sistema de acompanhamento de gestão de recursos públicos, do Tribunal de Contas do Estado.
No apagar das luzes do seu mandato como prefeito interino de Bayeux, o vereador Mauri Batista, vulgo Nôquinha, abriu as torneiras dos cofres municipais para beneficiar uma empresa: a ULTRAMEGA DISTRIBUIDORA HOSPITALAR LTDA, do município pernambucano de Camaragibe. Por coincidência, a empresa fornecedora de remédios durante os primeiros meses da gestão de Berg Lima também era de Camaragibe.
Em apenas 3 meses (agosto, setembro e novembro), o prefeito Nôquinha autorizou pagamentos que somaram R$ 7.419.931,00, à empresa Ultramega, pelo fornecimento de medicamentos para as unidades de saúde do município.
O problema é que, diariamente, as emissoras de rádio e tv, além dos blogs e demais aplicativos que compõem as redes sociais, recebiam e divulgavam denúncias constantes a respeito da falta de medicamentos nos PSFs, UPA e Hospital da cidade.
Médicos e outros profissionais de saude consultados sobre esse volume de recursos, foram unânimes em garantir que seria suficiente para abastecer o município durante um ano inteiro.
O fato concreto é que cerca de R$ 7 milhões e 500 mil saíram dos cofres do município e foram irrigar as contas dessa empresa pernambucana. Em contrapartida, a população de Bayeux permaneceu sem receber os medicamentos de que tanto necessitava.
Apesar desse fato ter sido amplamente denunciado, não se tem notícia de qualquer iniciativa dos órgãos de fiscalização e controle ou da Justiça, no sentido de investigar se houve, como tudo leva a crer, desvio de recursos públicos.







Absurdo esse noca foi um desastre pra nossa cidade Bayeux
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