Ao longo da história recente, em todos os níveis da administração pública, a boa relação entre os poderes é fundamental para o interesse público. Os muitos exemplos comprovam que, quando existe uma relação harmônica, de respeito, equilíbrio e cooperação entre os Poderes Executivo e Legislativo, seja na esfera federal, estadual ou em nível municipal, a comunidade sai ganhando. Os benefícios para a coletividade chegam.
Ao contrário, quando essa relação é de confronto, desgaste, desrespeito, a população é prejudicada. Os benefícios tardam ou nunca chegam. Sofrem as parcelas mais necessitadas do povo, quando seus representantes não enxergam essa realidade óbvia.
Em Santa Rita, vem se configurando um quadro nada animador nas relações entre os poderes. Repetindo um passado recente, que só trouxe prejuízos para o município, o Legislativo vem diluindo essa relação, chegando ao ponto de quebrar até mesmo a diplomacia e o mínimo de respeito ao ritual de funcionamento da Casa Legislativa.
Nesta terça-feira, 05, enquanto a Paraíba assistia as cerimônias de retomada das atividades legislativas pelas Câmaras Municipais, em Santa Rita, terceiro maior município paraibano, o prefeito constitucional Emerson Panta não compareceu, como de praxe e de costume, à cerimônia. E por qual razão? O que levou o chefe do Poder Executivo santarritense se ausentar de tão importante evento?
Simplesmente, a direção da Câmara Municipal não fez chegar às suas mãos ou a qualquer assessor, o convite formal e convencional, como costuma ocorrer ao longo dos anos.
E mais. Recusando-se a convidar o chefe do executivo municipal, que representa os milhões de munícipes, a Câmara de Santa Rita, por sua presidência, convidou um prefeito de uma cidade vizinha, que vem demonstrando interesse em disputar o cargo de prefeito, contrariando toda a legislação em vigor.
Dessa forma, a direção do Poder Legislativo de Santa Rita recusa-se a cumprir um papel de moderação, distanciando-se deliberadamente da cooperação entre os Poderes, deixando-se dominar por picuinhas e interesses menores, em claro prejuízo aos interesses mais legítimos da população.
É hora de os vereadores, em sua totalidade, deixarem de lado essa forma mesquinha de fazer política e adotarem a postura que o cidadão requer de seus representantes, colocando sempre os legítimos intreresses do povo acima de qualquer questiúncula.





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