Em recente enquete realizada na cidade Bayeux, diante da indagação: de quem é a culpa maior pelo caos e que se encontra o município? - grande parte das respostas dos entrevistados foi: a Justiça.
Como sabemos, a Justiça possui variados níveis e instâncias e, muitas vezes, uma faz e a outra desfaz. No caso de Bayeux, a situação é de uma gravidade tão gritante que chama a atenção de todo o Estado e até do País.
Inicialmente, temos uma denúncia de um empresário possuidor de créditos junto à Prefeitura de Bayeux, pelo fornecimento de alimentos a unidades de Saúde do município. Tudo formalizado ao órgão policial competente. Diante das evidências de pedidos de propinas já feitos e pagos, o GAECO decide montar operação de flagrante, devidamente gravada em áudio e vídeo, no escritório do denunciante, onde o prefeito Berg Lima compareceria para receber uma parcela da propina.
Assim acontece. Tudo claro como água. O prefeito reclama do repasse não efetuado. Espera o empresário contar as cédulas, até perfazer um total de R$ 3.000,00. Pede para que o dinheiro seja colocado em um envelope. Recebe e coloca o envelope por dentro da calça e da cueca, na parte de trás do corpo.
Ainda faz uma ligação para uma secretária, quando trata da questão dos pagamentos ao empresário, a quem avisa que, dali em diante, todos os acertos de pagamento serão tratados diretamente entre os dois.
Ao descer do escritório, chegando ao térreo do restaurante, o prefeito é abordado pelos policiais, que o revistam e encontram o tal envelope com o dinheiro. O prefeito atordoado, nada consegue dizer. Nem explicar a origem do dinheiro.
Este fato tem repercussão nacional. O prefeito é preso e levado a um Batalhão de Polícia Militar, por possuir curso superior. O vice-prefeito assume o cargo por determinação da Justiça.
Após cerca de seis meses preso e ainda sem ser julgado e condenado, Berg Lima consegue, graças à atuação eficiente de advogados pagos regiamente, a revogação de sua prisão, com várias medidas cautelares, dentre as quais não poder frequentar prédios públicos.
Logo em seguida, para surpresa e indignação dos cidadãos de bem, por decisão da Turma do STJ, o prefeito flagrado com propina na cueca retorna ao cargo e passa a comandar, novamente, o Poder Executivo Municipal.
Já no cargo há dois meses, Berg Lima continua a fazer exatamente a mesma coisa que vinha fazemdo durante os seis primeiros meses de mandato: meter a mão sem piedade nos cofres públicos, para beneficiar a própria família e as famílias de alguns vereadores que o absolveram duas vezes em processos de cassação de mandato.
Berg já nomeou um cunhado, uma irmã e a própria esposa como secretários, cada um ganhando salários de R$ 10.200,00. Sobrinhos e outros parentes também já foram incluídos na Folha de Pagamento do município, sempre com salários para lá de razoáveis.
Graças à omissão e ausência de Ministério Público e do TCE, o prefeito propineiro tem pela frente cerca de 4 meses para fazer todo tipo de trampolinagem com as finanças do município, já que o SAGRES do TCE só publicará os seus atos após dois meses e a prefeitura não divulga nada.
O município vem recebendo, regularmente, repasses milionários de FPM, FUNDEB, Saúde outros oriundos de tributos próprios. São milhões arrecadados ao longo desses dois meses. Mas ningupem sabe para onde estão indo. A não ser aqueles destinados aos bolsos de Berg Lima e de seus familiares.





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