Apesar da violência com que a pandemia de corona vírus atinge os brasileiros, espalhando medo, morte e tristeza, respira-se novos ares na ‘Cidade francesa’, como Bayeux é conhecida pelos paraibanos.
Para os habitantes de Bayeux, acabou a vergonha de serem governados por um ex-presidiário, flagrado pelo Gaeco com dinheiro de propina na cueca.
A Justiça tardou, mas finalmente pôs um paradeiro na roubalheira comandada por um gestor despreparado, desonesto e mal intencionado, que, mesmo após a prisão em flagrante, continuou praticando desmandos, iregularidades, desvios e toda sorte de malfeitos com o dinheiro público.
A partir de agora, final do mês de maio, até o dia 31 de dezembro, durante esses próximos sete meses, os destinos, a sorte e o futuro de Bayeux, estarão nas mãos de um jovem político da cidade: o vereador Jefferson Kita, ex-presidente da Câmara Municipal, que assumiu interinamente o comando do município.
É muito pouco tempo e a montanha de problemas é imensa. Servidores com salários atrasados. Fornecedores sem pagamento. Dívidas acumuladas. Folha inchada com dezenas de fantasmas.
Tempo curto. Recursos escassos.
A esperança, porém, é imensa. O entusiasmo e a expectativa da população mistura-se, ainda, ao ceticismo e à descrença de quem viveu os últimos 3 anos e meio sob o império da corrupção.
Após um prefeito preso e um vice-prefeito cassado, está nas mãos de Kita mudar esse roteiro. Escrever uma nova história para Bayeux. Sair do atoleiro. Escapar das arnadilhas da gestão paternalista. Começar a construção de um futuro melhor para a cidade e dias menos amargos para o seu povo.
Jovem e idealista, Kita conquistou com garra dois mandatos de vereador. Pulou de mil votos da primeira eleição para mais de 2 e mil 200 na segunda, sendo o mais votado no municipio. Elegeu-se presidente do Poder Legislativo com o apoio unânime dos seus pares. Não é pouca coisa. Mas tem mais.
Kita chega ao comando administrativo de um dos 10 maiores municípios paraibanos com o apoio explícito do governador do Estado, de quem é aliado e correligionário e a quem apoiou de forma decisiva em Bayeux.
Sem participação efetiva nesses 3 anos e meio de desmandos em Bayeux, chegou a hora de o Governo do Estado investir de forma substancial no município. Bayeux precisa e Kita já levou ao governador João Azevedo as maiores necessidades de sua população.
Chegou a hora, também, de união das lideranças da cidade em torno desse projeto de reconstrução, nesse momento empunhado pelo prefeito Jefferson Kita. Quem realmente defende e ama Bayeux, não pode virar as costas ao novo prefeito. Quem se apresenta como pré-candidato a prefeito não pode colocar em primeiro plano seu projeto pessoal, esquecendo o principal: o soerguimento da cidade, a reconstrução do município, através de uma gestão nova, que deixe de lado as práticas nefastas dos gestores afastados.
Jefferson Kita tem nas mãos a possibilidade de fazer, nesses sete meses, aquilo que não fizeram em 3 anos e meio.
E se conseguir essa proeza, quando dezembro chegar, caso a eleição municipal seja mesmo adiada por força da pandemia, os eleitores haverão de dar o seu recado aos que destruíram Bayeux e àquele que surgiu, por obra do destino, para reconstruir o município e devolver ao seu povo a esperança perdida.





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