A Justiça determina que a Polícia saia à caça da jornalista Pâmela Bório, para que ela entregue o filho menor ao pai, ex-governador Ricardo Coutinho, acusado e preso pelo roubo de centenas de milhões de reais dos cofres públicos paraibanos.
O calvário de Pâmela é muito diferente da Calvário de Ricardo Coutinho.
Trata-se de uma mulher perseguida, agredida, espancada, vilipendiada, pelo ex-governador e seus familiares, sob a proteção e conivência dessa mesma justiça sacana, cujos integrantes usufruíam das regalias, presentes e empregos oferecidos pela organização criminosa que assaltou o dinheiro da saúde e da educação dos paraibanos.
Trata-se de uma mãe que, mesmo com emprego regular, renda suficiente, domicílio certo, ausência de qualquer condenação judicial e comprovado amor materno, perdeu a guarda do filho para o pai, detentor de poder absoluto e suporte financeiro elevadíssimo, graças às muitas caixas de vinho Croce Rossa estocadas em esconderijos seguros e até hoje fora do alcance de todas as polícias.
Eis que, mesmo após o desmantelamento da quadrilha e prisão de seus integrantes, inclusive o ex-governador, considerado o poderoso chefão, essa justiça enlameada prossegue na missão infame de perseguir Pâmela Bório, retirando dela seu bem mais precioso.
E para entregar a criança a quem?
A um bandido, larápio de dinheiro público, chefão de quadrilha, que usa uma tornozeleira na canela por determinação judicial?
O que dirá o verme assaltante se o filho perguntar o que é aquela pulseira eletrônica em sua perna? Responderá que é um adereço da moda?
Diante desse absurdo inominável, não há como não indagar com toda a indignação cidadã:
Quantas garrafas de vinho Croce Rossa essa justiça venal terá recebido do poderoso chefão da quadrilha GiraCruz Vermelha para ter a guarda do filho, atingindo mais uma vez, de forma covarde, vil e infame, a mãe Pâmela?





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